Breve histórico dos vices em Conquista e da importância de prestar atenção nos candidatos, principalmente o de Sheila – Parte 2

Na parte 1, relações dos prefeitos e seus vices desde 1976 até 2000 (chapa eleita em 1996). Sigo a partir de 2000 até a eleição de Herzem e Sheila. Acompanhe, são 4 minutos de leitura.

Zé Raimundo em foto recente ao lado do deputado federal Waldenor Pereira

A atípica sequência de eventos registrada nos períodos de 1993-1995 (sem vice, por renúncia) e de 1997-2000 (com vice jogado no escanteio), não se repetiria nos mandatos seguintes, ao contrário. Em 2000, o PT saiu com chapa puro sangue, com Guilherme Menezes na cabeça e Zé Raimundo (pela terceira vez) de vice, depois de um processo tenso de escolha dentro do partido. Foi tão bom o relacionamento que o prefeito deu o cargo de bandeja ao vice em 2002, quando se afastou para candidatar-se a deputado federal.

Gilzete quando era vereador, em 2015. Ao lado dele, Cícero Custódio

Zé governou com vice por quase dois anos. Para a eleição de 2004 foi buscar o reforço do contador evangélico Gilzete Moreira, de inquestionável integridade. Apesar das diferenças ideológicas, muito parecidas com as de Guilherme e Clóvis Assis, os quatro anos transcorreram em relativa paz, tendo Gilzete exercido o cargo principal mais de uma vez.

Ricardo, com a esposa Évila Carrera, e os filhos

Em 2008, consta que a missão do PT em relação ao vice era não deixar o PCdoB entrar na chapa. Até hoje ninguém explicou porque isso, mas há quem afirme que foi assim. A escolha recaiu sobre o jovem professor Ricardo Marques, do PV. Ricardo era a própria representação de amigo. Para o PV, quase nada a exigir, porque pouco acrescentou em termos eleitorais, bastava alguns cargos para um pessoal do partido. E assim, o tempo passou sem intercorrências, obtendo de Guilherme a gratidão.

Joás Meira e Guilherme Menezes

Em 2012, outra vez a discussão: o PCdoB vai para a chapa? Afinal, havia um aliança chamada Frente Conquista Popular, criada em 1992, formada por PT, sempre cabeça de chapa, PSB, PV e PCdoB, mas somente o PCdoB não conseguira emplacar o vice. E não foi ainda em 2008, quando Guilherme Menezes escolheu o médico Joás Meira, quase pelos mesmos critérios das escolhas de Gilzete Moreira e de Ricardo Marques e seus partidos não buscariam voos mais altos a partir do cargo. Joás ficou tranquilo, substituiu Guilherme em algumas férias curtas e terminaram o mandato os dois mais amigos do que começaram.

Irma recebe abraço de Herzem durante transmissão provisória do cargo em outubro de 2019

A eleição de 2016 já não tem Guilherme e tem a volta de Zé Raimundo, para enfrentar um fortalecido Herzem Gusmão, que havia ido ao segundo turno com Guilherme e foi o candidato a deputado estadual mais votado na cidade. Naquela eleição todo mundo queria uma mulher para a parceria na chapa. Herzem se acertou com Irma Lemos, vereadora, empresária e conhecida por trabalhos sociais. Deu certo. Irma assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Social e exerceu a função de prefeita três vezes, tendo sido ela a encerrar o mandato no final de 2020, quando Herzem estava internado com Covid-19 em um hospital de São Paulo.

Sheila e Herzem na campanha que os elegeu

Ainda em 2020, Irma passou o bastão para a filha, Sheila Lemos, que foi aceita por Herzem na chapa. O resto da história, todo conquistense já conhece. Com o falecimento do prefeito, Sheila, que já estava no exercício do cargo desde 1º de janeiro de 2021, assumiu em definitivo em 21 de março. Sem vice. Pela lei, cabe ao presidente da Câmara de Vereadores do momento substituir a prefeita em suas ausências por período superior a 15 dias ou em viagem ao exterior. E este foi o caso da passagem do cargo a Luís Carlos Dudé por 14 dias, entre os dias 2 e 15 de julho de 2022.

 

 

Fonte Giorlando Lima